Ácido fólico na gravidez: por que nem todo suplemento é adequado?

A suplementação de ácido fólico (vitamina B9) é amplamente recomendada durante a gestação, especialmente no primeiro trimestre, para prevenir defeitos do tubo neural no feto. No entanto, a afirmação "qualquer suplemento de ácido fólico serve" não é totalmente verdadeira.

Diferenças entre as formas de ácido fólico

O ácido fólico é a forma sintética da vitamina B9, encontrada em suplementos e alimentos fortificados. Já o folato é a forma natural presente nos alimentos. O corpo precisa converter o ácido fólico em sua forma ativa, o 5-MTHF, para utilizá-lo. Algumas pessoas possuem variações genéticas (como no gene MTHFR) que dificultam essa conversão, tornando o 5-MTHF (metilfolato) uma opção mais biodisponível.

Qualidade e pureza dos suplementos

Nem todos os suplementos são fabricados com os mesmos padrões. Produtos de baixa qualidade podem conter impurezas, dosagens incorretas ou excipientes prejudiciais. Além disso, a forma química utilizada (ácido fólico vs. metilfolato) impacta diretamente na absorção e eficácia.

Recomendações para a escolha

Para gestantes, o ideal é optar por um suplemento de ácido fólico que seja de uma marca confiável, com registro na ANVISA (no Brasil) e, se possível, que contenha metilfolato, especialmente para mulheres com histórico de problemas na conversão. A dosagem padrão é de 400 a 800 mcg por dia, sempre sob orientação médica.

Portanto, antes de comprar qualquer suplemento, consulte seu médico e avalie as opções disponíveis, levando em conta a forma da vitamina, a reputação do fabricante e a adequação ao seu perfil genético.

Nota: Este texto tem caráter informativo e não substitui a orientação profissional.